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| Recuperação de áreas degradadas |
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| Escrito por Ana Lucia Ferreira |
| Sex, 20 de Janeiro de 2012 00:00 |
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Existem várias técnicas que permitem restabelecer a vegetação das áreas degradadas, inclusive utilizando camadas férteis do solo, de outros locais, como forma de permitir o estabelecimento da vegetação. Estima-se em mais de 200 milhões de hectares de solo degradado no Brasil. Ações como mineração, construção de estradas, métodos agropecuários impróprios, construções de represas e áreas industriais entre outras ações resultam em impacto imediato sobre a fertilidade do solo. Existem várias técnicas que permitem restabelecer a vegetação das áreas degradadas, inclusive utilizando camadas férteis do solo, de outros locais, como forma de permitir o estabelecimento da vegetação. A Embrapa Agrobiologia (Seropédica/RJ) desenvolveu uma metodologia de recuperação dessas áreas alteradas utilizando plantas que se associam com microorganismos (bactérias e fungos endomicorrízicos) do próprio solo. Essas plantas quando associadas a esses microrganismos têm a capacidade de se estabelecerem e se desenvolverem em áreas onde a matéria orgânica (principal fonte de nutrientes para as plantas) do solo é escassa A técnica permite a revegetação rápida, mesmo nos locais onde o subsolo já está exposto. Por conta do projeto, os pesquisadores já estudaram mais de 800 espécies de plantas nos laboratórios da Embrapa. Nos processos tradicionais de revegetação e recuperação das áreas nos casos extremos de degradação, as alternativas usadas têm sido a adição de grandes quantidades de compostos orgânicos ou a transferência de terra fértil para as áreas degradadas. A primeira alternativa é viável nas cidades com compostagem de lixo urbano, enquanto a segunda, representa a transferência de um problema para o outro. Nos dois casos, o custo do transporte é bastante elevado. Além disso, como os principais nutrientes minerais são perdidos em solos sem matéria orgânica, há a necessidade de fazer uma adubação o que torna ainda maior o custo do processo. O método desenvolvido pela Embrapa é uma alternativa viável principalmente para as comunidades de baixa renda, agricultores, prefeituras, áreas de mineração, etc. A metodologia já foi aplicada em diversas regiões com sucesso, como por exemplo áreas de empréstimo de prefeituras como Angra dos Reis, Rio de Janeiro, Vassouras, e Governador Valadares ou áreas de mineração de bauxita, ouro, ferro, resíduos da exploração de pedras São Tomé, escória de siderurgia de alto forno entre outras ações nacionais e internacionais. A técnica para recuperar a formação vegetal de áreas com solo de baixa fertilidade consiste na associação natural entre bactérias, fungos micorrízicos e plantas da família das leguminosas, obtendo assim mudas de plantas mais resistentes e auto suficientes em alguns nutrientes. Os pesquisadores selecionam em laboratório as estirpes de bactérias mais eficientes na fixação de nitrogênio para cada espécie individualmente e reproduzem os fungos de interesse. Utilizando a tecnologia, a Embrapa Agrobiologia produz as mudas das espécies em viveiros próprios. |




