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Escrito por Helainne de Oliveira Silva   
Qui, 02 de Setembro de 2010 08:19

“Um cavalo que passa por períodos de intensas confusões no começo da sua carreira, com certeza acabará se tornando mais nervoso, medroso, angustiado, inseguro, frustrado ou ressentido”*

O período mais importante da vida de um cavalo é a sua iniciação e os dois primeiros anos do programa de treinamento que chamam de Educação Eqüestre. Ocorre que, nem sempre temos na nossa cabeça o verdadeiro significado da base, pois perdemos a consciência do cavalo como um todo e, principalmente, a compreensão de que está muito longe de nós o modo como ele opera a própria vida.

A primeira impressão que deixada no potro, no início de cada nova fase do programa de treinamento é muito significativa. Daí a importância do domador, treinador ou cavaleiro ter como meta primordial do seu treinamento o desenvolvimento do cavalo como um todo: físico, mental e emocional. Só assim, será capaz de evitar confusões, preparando o potro para que possa vir a ser um cavalo maduro e sólido no futuro.

Não estou querendo dizer que vamos poder evitar toda e qualquer situação de confusão que traga experiências negativas, mas poderemos apresentar os primeiros passos de cada nova fase, de maneira que tenha que lidar cada vez menos com situações confusas e todos os seus efeitos negativos que aparecerão mais tarde.

No entanto, as modalidades especializadas, assim como Provas de Marcha, Copas de Marcha, Apartação, Rédeas, Vaquejada, Tambor e Baliza, Enduro, Salto e Adestramento estão crescendo muito por causa das enormes somas de dinheiro em premiações, e estão atraindo proprietários, treinadores, amadores e principiantes.



“Um cavalo que passa por períodos de intensas confusões no começo da sua carreira, com certeza acabará se tornando mais nervoso, medroso, angustiado, inseguro, frustrado ou ressentido”*

O período mais importante da vida de um cavalo é a sua iniciação e os dois primeiros anos do programa de treinamento que chamam de Educação Eqüestre. Ocorre que, nem sempre temos na nossa cabeça o verdadeiro significado da base, pois perdemos a consciência do cavalo como um todo e, principalmente, a compreensão de que está muito longe de nós o modo como ele opera a própria vida.

A primeira impressão que deixada no potro, no início de cada nova fase do programa de treinamento é muito significativa. Daí a importância do domador, treinador ou cavaleiro ter como meta primordial do seu treinamento o desenvolvimento do cavalo como um todo: físico, mental e emocional. Só assim, será capaz de evitar confusões, preparando o potro para que possa vir a ser um cavalo maduro e sólido no futuro.

Não estou querendo dizer que vamos poder evitar toda e qualquer situação de confusão que traga experiências negativas, mas poderemos apresentar os primeiros passos de cada nova fase, de maneira que tenha que lidar cada vez menos com situações confusas e todos os seus efeitos negativos que aparecerão mais tarde.
No entanto, as modalidades especializadas, assim como Provas de Marcha, Copas de Marcha, Apartação, Rédeas, Vaquejada, Tambor e Baliza, Enduro, Salto e Adestramento estão crescendo muito por causa das enormes somas de dinheiro em premiações, e estão atraindo proprietários, treinadores, amadores e principiantes.

Quero que ele acredite e confie que estamos ali para dar apoio e ajudar. Essa é uma das melhores oportunidades para construir uma relação honesta e, dessa maneira, ensiná-lo a não nos confundir com aquilo que causa a insegurança, medo, angústia ou frustração.

Buscar as vacas de leite e apartar os bezerros são atividades extremamente produtivas; ele quer seguir aquela vaca (instinto de manada), isso dá a ele um sentido real para estar ali. Em todos esses exemplos existe um propósito: temos um serviço a ser feito.

Quando o cavalo galopa para a direita, ele movimenta as patas de uma maneira diferente daquela que usa para galopar para a esquerda. Popularmente chamamos essa movimentação de galopar na mão.

Quando um cavalo galopa para a esquerda usando as patas como se estivesse para a direita, dizemos que ele está na mão errada. No entanto, muitos treinadores usam essa movimentação - chamada na Equitação Clássica de Galope Falso - como um exercício para ajudar o cavalo a equilibrar o lado direito com o esquerdo.
Galopar na mão é uma movimentação que tem um grau de dificuldade grande, principalmente para os principiantes e amadores. Quando um cavalo faz uma curva para a direita, por exemplo, ele contrai o lado de dentro (direito) e alonga o lado de fora (esquerdo) para compensar o centro de gravidade. Essa é a razão para a teoria de que se colocar mais peso num dos estribos, ele contrai o lado oposto do peso e, conseqüentemente, alonga aquele que recebeu mais peso para resgatar o seu equilíbrio.

Esse é também o motivo pelo qual, ao ensinar o cavalo a arquear o seu corpo para fazer uma curva, transferi-se o peso para o estribo de fora, mudando o seu centro de gravidade, facilitando assim a sua compreensão daquilo que esta se querendo. Quando vai se ensiná-lo a recuar, é preciso aliviar o assento, ajudando-o a arquear a coluna verticalmente. Da mesma maneira nas paradas, para ajudá-lo, senta-se mais profundamente, girando o quadril para trás, levantando o púbis. Compensar o peso vai auxiliá-lo a manter o seu equilíbrio (centro de gravidade), encorajando a manobra ou propiciando que o movimento aconteça.

Um cavalo bem domado precisa:

1. Saber o significado de ficar parado (estacionado). Isso facilita e aumenta a segurança do cavaleiro quando no chão, assim como para montá-lo e desmontá-lo;
2. Saber empurrar-se para frente usando a garupa;
3. Saber se puxar usando a garupa para parar e recuar. Porque só assim as paradas e o recuo poderão ser executados com leveza e suavidade, sem apresentar resistências;
4. Saber desengajar a garupa, isto é, aprender a neutralizar o movimento - nem para frente, nem para trás;
5. Saber apontar o focinho para a esquerda e fazer seu corpo segui-lo, arqueado e equilibrado, onde o posterior de dentro faça uma linha reta com o anterior de fora;
6. Deve ser capaz de fazer o mesmo para a direita, para que possa desenvolver o mesmo equilíbrio dos dois lados;
7. Saber fazer transições crescentes usando a garupa para se empurrar e decrescentes usando a garupa para se puxar. Dessa maneira, ele minimiza a possibilidade de perder o equilíbrio. Durante as transições, leveza e suavidade são fundamentais para que ele possa manter uma boa posição de cabeça;
8. Saber mudar de direção a galope com a mesma tranqüilidade, leveza e suavidade que o faz a passo e a trote;
9. Saber trabalhar com o seu corpo flexível, não apresentando resistência em nenhuma parte do corpo;
10. Saber trabalhar alinhado, isto é, cabeça, pescoço, paleta e garupa devem estar na mesma direção.

Para que o trato com os animais possa melhorar é preciso influenciar a maneira de pensar das pessoas envolvidas com eles. Não é que as pessoas façam coisas erradas com os cavalos, elas as fazem da maneira errada, por pura falta de conhecimento.

Quando um cavalo compreende o que precisa fazer com a sua caixa das costelas, pernas, patas, cabeça, e a mente, tudo fica macio e suave.

Na verdade, é a maneira como iniciamos cada fase do treinamento de potro é que vai determinar o seu sucesso ou o seu fracasso durante a sua vida útil. É evidente que um cavalo de qualquer modalidade - lazer, trabalho e principalmente esporte - que tiver uma base sólida, estará muito mais preparado para fazer sucesso naquilo que vai ser o seu trabalho no futuro.

* Professor Borba é o criador do Projeto Doma - “Perfeita Integração Homem-Cavalo”. Informações: (19) 3491.6682

HELAINNE DE OLIVEIRA SILVA
Técnica em Agropecuária - CREA n. 54047 RD
Graduanda em Zootecnia – UFRB
Última atualização em Qui, 02 de Setembro de 2010 08:24
 

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