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Castanha do pará é fonte de renda de famílias da região amazônica PDF Imprimir E-mail
Escrito por Globo Rural   
Sex, 03 de Fevereiro de 2012 10:09

 

 

 

É época de colheita da castanha do pará. A previsão é que a safra seja maior que a do ano passado.

Em Óbidos, no oeste do Pará, na comunidade Ipixuna, moram 140 famílias. A principal renda dos moradores vem da produção de farinha de mandioca, mas nos três primeiros meses do ano, as famílias complementam a renda com a coleta da castanha do pará.
As castanheiras são nativas da região amazônica. Com um facão, os coletores abrem caminho na mata e recolhem os frutos caídos.
 
As árvores chegam a medir cerca de 30 metros de altura. A morte das castanheiras compromete a sobrevivência das famílias, hoje, coletar a castanha na mata está ficando cada vez mais difícil por causa do desmatamento ilegal.
 
Em uma espécie de cuia, também conhecida como ouriço, a castanha é encontrada. É impossível colher, no momento certo, quando está pronta, ela cai sozinha e aí é recolhida pelos castanheiros. Com o panero cheio de castanhas, eles voltam para a comunidade e entregam o produto retirado da mata para os compradores.
 
Cada lata com mais ou menos com 18 litros, custa em média R$ 10. As sacas variam de 50 a 60 quilos.
Preparadas, elas são encaminhadas para as indústrias de beneficiamento, onde passam por uma limpeza e seleção. Por dia, 112 mil quilos são beneficiados.
 
A amêndoa tem mercado garantido, os principais compradores são China, Europa e Estados Unidos. No mercado interno, São Paulo é o estado que mais compra a castanha.
 

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